Causas de fracassos em projetos de TI e como as metodologias ágeis poderiam ajudar
Entregas atrasadas, prazos estourados, qualidade aquém do desejado… Quem nunca vivenciou uma ou mais situações dessas em projetos de tecnologia?
Que existem problemas, todos sabem.. Mas onde está a causa dos mesmos? Paulo Moraes, diretor do capítulo São Paulo do PMI, apontou alguns destes problemas no site CIO.
Ok, mas onde a agilidade se relaciona com esses problemas? Seria possível fazermos uma relação entre os problemas levantados por Paulo Moraes com as melhorias que conseguiríamos com a utilização de metodologias ágeis? Vamos tentar:
- Falta de uma camada de gerenciamento de projetos: Achei interessante sua opinião “qualquer metodologia serve, desde que esteja presente”. Não é qualquer metodologia que irá resolver os problemas. Mas ter uma metodologia e segui-la já é um bom passo.
- Falha no planejamento do projeto: As pessoas têm preguiças de escrever, fazer diagramas etc., porque muitas vezes não vêem resultados rápidos nos seus trabalhos. Aí entra o conceito de entregas periódicas das metodologias ágeis.
- Processos críticos de negócios mal definidos: “a empresa terá de fazer mudanças no sistema depois de estar pronto”. Para evitar mudanças no sistema depois de pronto, entregue em partes e avalie a adequação do sistema periodicamente.
- Falha em detalhar os processos nas pontas: Conheça o P.O. (Product Owner) e entregue software sempre. Assim, você irá conhecer seus usuários com mais rapidez.
- Falta de envolvimento do pessoal das pontas: Se você entregar um software sempre, esse problema não ocorrerá. Os problemas serão descobertos com antecedência.
- Falha em preparar o sistema para agüentar os picos de utilização: Novamente mais um problema que seria facilmente resolvido com entregas periódicas.
- Evangelizar os patrocinadores do projeto: “Todos os envolvidos no projeto precisam ter consciência do que está no papel e saber que é isso que será realizado, nada menos, nada mais”. Os patrocinadores terão consciência do que será desenvolvido e verá o resultado mais rapidamente em partes.
- Iniciar a implantação antes de definir o escopo: Terminar todo um escopo antes de implantar um sistema é muito bonito (na teoria!). Clientes têm pressa, o mercado é dinâmico, não pode esperar. Para isso, entregue software sempre.
- Estouro do escopo: “Não é possível modificar o projeto a cada novidade de mercado”. É possível, desde que seja combinado e que você esteja preparado para se antecipar às mudanças.
- Falhas de testes: O SCRUM define o envolvimento de toda equipe (inclusive os testadores) durante o Sprint Planning, onde os requisitos são definidos. Além disso, diariamente os testers acompanham a evolução das tarefas, conhecem os impedimentos dos desenvolvedores e tentem a errar menos, porque sabem mais.
- Falta de treinamento: Um plano de treinamento é necessário, mas quase impossível de ser colocado em prática. As metodologias ágeis prevêem a integração de todo o time durante todo o projeto. Com isso, você não tem um treinamento formal propriamente dito, mas consegue disseminar o conhecimento durante o dia-a-dia com muito mais facilidade.
- Falhas ao carregar os dados no sistema: Entregue software periodicamente que esse problema será descoberto antes da implantação.
Com base nos comentários acima, percebemos que um dos grandes, senão o maior, problema do RUP tradicional é você ter as fases muito amarradas: primeiro o escopo, depois o dsv, depois os testes e depois a implantação. Isso gera inúmeras possibilidades de falhas no escopo, de entendimento etc.
Neste aspecto, as metodologias ágeis apresentam uma solução muito simples, mas que resolveria a maioria dos problemas: entregue software de forma iterativa e incremental.
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