Twitter: Conhecimento descartado ou falta taxonomia?
Está aberta a discussão: os conhecimentos postados no Twitter são descartados ou podem ser aproveitados posteriormente?

Passando pelo excelente blog MY GC, do Marcelo Yamada, me deparei com um artigo que aborda um assunto que muito me interessa: o poder do Twitter. No artigo, o autor relata algumas de suas percepções sobre o Twitter. Dentro elas, um questionamento:
“Twitter: era da memória descartável?”
Segundo o artigo “Há retorno do tempo que você investe no Twitter?” da HSM Online, é provável que os conhecimentos compartilhados através do Twitter têm curta duração:
“Pensem um pouco, quanto tempo dura a informação que você acaba de receber pelo Twitter? Certamente, dura até o próximo Twitter que você receberá em instantes. Simples assim. Então, é preciso olhar o Twitter sob essa perspectiva, de que ele é um transmissor de informação etérea, que tem prazo de validade curtíssimo.”
Não é possível afirmar ao certo o percentual de tweets antigos que são lidos posteriormente. Mas certamente isso é possível. Quantas vezes você já não visitou o perfil de um amigo e rolou as páginas anteriores para descobrir sobre o que ele já tweetou?
Imagine o Twitter sendo utilizado para investigar a opinião de um determinado candidato, por uma empresa recrutamento e seleção. Certamente se ele for utilizado desta forma, a empresa conseguiria descobrir algo interessante sobre o profissional.
Vejo também uma possibilidade de reaproveitar conhecimentos já “descartados” ao acessar o Twitter de um escritor, e procurar frases interessantes já postadas.
Talvez o que falte no Twitter seja a aplicação do conceito de taxonomia: poderia haver uma forma de taguear um tweet por assuntos. Outra ideia interessante seria a criação de filtros de palavras-chave para que você tivesse acesso aos tweets de quem você segue. Por exemplo: eu posso continuar visualizando os tweets da mesma forma ou posso criar um filtro por “gestão do conhecimento” e visualizar apenas os tweets dos meus amigos sobre o tema. Esta seria uma outra forma de não perder informações relevantes que hoje apenas são aproveitadas se estiverem na primeira página.
E para você, todo o conhecimento do Twitter é descartado hoje em dia? Que funcionalidades poderiam ser implementadas para que o Twitter se transformasse em uma ferramenta de compartilhamento, e não apenas como um “mecanismo de acionamento”?
Dê a sua opinião!
Aproveite e continue lendo outros conteúdos relacionados:


8 comentários
Questão bem levantada.
O meu Google Reader, por exemplo, é constantemente alimentado pelo twitter. A maioria das pessoas que sigo são, de alguma forma, importantes no cenário nacional e internacional da engenharia de software. Dessa forma, não acredito que as informações que consigo sejam efêmeras.
Outro ponto interessante que levantou foi a leitura das frases de autores famosos. Seguindo pessoas como Beck e Fowler, além de aprendermos constantemente, temos o prazer de saber o que eles estavam pensando naquele momento, quando estavam com aquele problema.
Eu não acreditava no Twitter. Puro preconceito. Se bem utilizado, pode ser uma mina de informações e tendencias.
Abraços
Celso,
Obrigado pela sua primeira participação aqui neste espaço. Além disso, também agradeço por ter me seguido lá, ainda mais depois de ter afirmado que as pessoas que segue são "importantes no cenário nacional e internacional da engenharia de software".
Fico feliz de ter concordado na minha afirmação que o Twitter pode se tornar uma importante coleção de frases de autores-referência em seus ramos de atuação. Também sou seguidor do Beck e Fowler e volta e meia retweeto algumas das excelentes frases postadas por eles. E, por que não, uma dessas frases podem se tornar uma definição "oficial" sobre um determinado tema?
Eu também tinha preconceito com o Twitter. Hoje, sou um twitteiro assumido.
Um grande abraço e aguardo sua visita mais vezes.
Olá, Rafael, tudo bem?
Obrigado pela visita no meu blog e pelos comentários. Ahh… e vou corrigir o link do rss.
Parabéns pelo post. Eu, particularmente, utilizo o twitter através de um plugin no firefox, o echofon, que me mostra de pouco em pouco tempo o que quem estou seguindo twitou.
Como sigo, na maioria das vezes profissionais de TI, blogs de TI, e alguns portais de notícia, então sempre leio o que me aparece no Echofon e se me interessar abro o link em nova aba. Se estiver com tempo, leio.
Porém, na maioria das vezes, deixo para fazer uma leitura de todos as twittadas alguns minutos antes de sair para o almoço ou de finalizar o trabalho do dia.
Devido ao público que sigo, 90% dos twits que leio eu aproveito. E os links interessantes, guardo no meu Google Bookmarks, principalmente tutoriais de diversas tecnologias.
Achei suas idéias muito interessantes… por mim tá aprovado.. hehe
Um abraço.
Sergio,
Obrigado pela sua visita.
O interessante é que você possui uma rotina bem delimitada para a leitura de RSS e de Twitters. Gostei dessa abordagem e vou procurar segui-la, pois hoje não tenho a mínima organização para a leitura de informações na net. Vou procurando ler à medida que vão aparecendo!
Abraços,
Veio-me a mente o ICQ, hoje no Ocidente substituído pelo Skype e MSN. Com relação ao Twitter, Buzz, etc., são os clipping condensados, que logo será invadido por vídeos, e se sobreviver, terá TV também.
Mas é possível “guardar” muita coisa boa do Twitter, mas isso depende do que se segue; ele é meio que o “gostei” do Buzz ou o “curtir” do facebook, todos com o mesmo objetivo, que nos confunde as vezes devido a integração existente. Com semelhante propósito existe o ident.ca. O Twitter devido a liberação da API ou mesmo fácil interfaceamento pela uri, pode se fazer um aplicativo com propósitos de buscas, mas o Twitter não gosta disso; o acesso aos dados tem que ser feito com parcimonia, senao é cortado. O fato é que logo logo, teremos outras coisinhas pra nos deliciar. Bom, dados e fatos serão relevados ao ostracismo, exceto aqueles com relevância verdadeira, esses não precisando de nada para serem lembrados “postumamente”. Mas, convenhamos, que outra “ferramenta” da atualizade nos oferece uma ideia tão rápida (e obscura) do momento atual? O que não se pode querer é perpetuar um comentário, uma casualidade,… nem que ele seja de alguma valia.
Acho que o twitter mudou um pouco a forma de se relacionar na web. O utilizo há pouco tempo e, de longe, considero a melhor idéia para “redes sociais”. Permite divulgar informação realmente útil em tempo quase real e por meio dos hashtags mobilizar um contingente grande sobre um assunto. Não é a toa que as empresas o utilizam preferencialmente em detrimento ao Facebook ou o próprio Orkut, tão famoso por aqui.
A efemeridade da informação com certeza é um ponto do twitter. Eu o comparo ao SMS da rede de telefonia celular e acredito seriamente que seu criador também pensou nisso quando o fez, dadas as semelhanças. Gostou da informação ? Marque-a como “favorita”.
O twitter passou a ser um meio rápido e eficiente para divulgar uma idéia, uma opinião ou situação passageira. E até mesmo para resolver problemas. Um RSS muito aprimorado.
Anderson,
Sua análise foi perfeita. Precisamos enxergar o Twitter sob uma outra ótica: a de “disparador” de eventos e informações.
Porém, o que quis chamar a atenção no artigo é que ele não deve ser utilizado para o armazenamento de informações relevantes, pois o conhecimento se perde.
Eu, por exemplo, consigo conciliar o uso do Twitter e RSS. Ambos caminham bem lado-a-lado.
Obrigado por sua participação.
[...] This post was mentioned on Twitter by Rafael Ramos, Rafael Ramos. Rafael Ramos said: Twitter, conhecimento descartado ou falta taxonomia? http://www.gestaoetc.com.br/42/twitter-conhecimento-descartado-ou-falta-taxonomia/ [...]
Deixe seu comentário