As 10 tecnologias para 2011, segundo Gartner
Nós que trabalhamos com tecnologia acompanhamos anualmente o relatório do Garnet, que indica tendências para o próximo ano. E, segundo o relatório divulgado em outubro, são 10 as tecnologias “quentes” para 2011. Confira:
1- Cloud Computing – Nos próximos três anos, haverá a entrega de uma série de serviços na nuvem ofertadas pelas redes privadas e públicas. Fornecedores vão aumentar as implementações em cloud privada como software, hardware e metodologias para adoção das melhores práticas. Outros vão oferecer serviços para gerenciar remotamente o que está na nuvem. A Gartner estima que em 2012 haverá grandes empresas especializadas em cloudsourcing com capacidade para fazer toda a gestão de serviços contratados neste modelo.
2-Aplicações móveis e tablets – O Gartner estima que até o final de 2010, cerca de 1,2 bilhão de pessoas ao redor do mundo estarão carregando terminais móveis com capacidade para acessar diversas aplicações na web e fazer transações de e-commerce. Esses aparelhos terão recursos próximos aos dos computadores e os novos modelos sairão da indústria com grande capacidade de processamento. Já existem inúmeras aplicações para plataformas como o iPhone da Apple e outros modelos do mercado. Há uma corrida da indústria para entregar equipamentos com mútiplas funcões, como é o caso do i-Pad para que as pessoas ganhem cada vez mais mobilidade.
3- Mídia social e colaboração – Haverá uma disseminação dos produtos para gestão social das redes e análise que empregam algoritmos para compreender essas comunidades. O Gartner prevê que até 2016, as tecnologias sociais serão integradas com a maioria dos aplicativos de negócios. As empresas devem reunir suas ferramentas de Customer Relationship Management (CRM) social, comunicação interna e colaboração para iniciativas públicas com estratégia coordenada.
4- Vídeo – Será um tipo de mídia padrão usado pelas empresas para se comunicar mais rapidamente com seus públicos. Ao longo dos próximos três anos, o Gartner acredita que os conteúdos em vídeo serão comuns e se tornarão modelo de interação para a maioria dos usuários. Até 2013, mais de 25% dos conteúdos que os trabalhadores acessarem terá imagens, vídeo ou áudio.
5- Ferramentas analíticas – Com o aumento da capacidade de processamento e conectividade dos terminais móveis, as empresas vão usar ferramentas analíticas de próxima geração para tomada de decisão. Serão utilizadas soluções de Business Intelligence que fazem simulações e previsões de resultados em tempo real pelos times que estão em campo para suportar os negócios. São sistemas que vão fazer projeção para o futuro e se apoiar não apenas em dados já existentes. Para isso, a infraestrutura existente passará por mudanças significativas para ganhar inteligência operacional.
6- Análise social – Ganharão força as tecnologia para fazer medição, análise e interpretação de resultados das interações, associações entre as pessoas, temas e ideias. Estas interações podem ocorrer em aplicações de software social utilizadas no trabalho, nas comunidades internas, externas ou na mídia social. Elas incluem um número de técnicas de análise especializadas para redes sociais e os padrões de trabalho de indivíduos, grupos ou organizações. Possuem capacidade para coleta de dados de múltiplas fontes, identificam relações, avaliam impacto da qualidade e eficácia de um relacionamento.
7- Computação consciente – É um conceito para melhorar a interação e uso das informações pelo usuário de acordo com suas atividades e preferências. Pode ser aplicado para funcionários, clientes e parceiros de negócios. É um sistema que conhece o usuário e se antecipa para atender as necessidades dele, prestando atendimento personalizado, seja na entrega de serviços, produto ou conteúdo O Gartner prevê que até 2013, mais da metade das 500 maiores empresas da Fortune terá iniciativas computação de contexto consciente,
8- Memória flash – O Gartner prevê enorme uso de memória flash em dispositivos de consumo, equipamentos de entretenimento e outros sistemas integrados de TI. Esse dispositivo é um semicondutor de memória, familiar por seu uso em pendrives e cartões de câmeras digitais. É muito mais rápida do que os discos giratórios, mas consideravelmente mais cara; porém, este diferencial está acabando
9– Computação ubiqua – Os especialistas sinalizam uma terceira onda da computação, com a chegada de equipamentos invisíveis. São sistemas que estarão presentes em diversas aplicações e vão se comunicar por etiquetas de radiofrequência (RFID) e chips sucessores. As redes terão de se preparar para gerenciar o processamento desses dispositivos de forma integrada com os demais sistemas de TI.
10- Computadores e infraestrutura “fabric-based” – Um computador “fabric-based” conta com uma arquitetura modular, aderente à virtualização e cloud, que pode ser construído e expandido a partir de módulos conectados em uma única placa. Na sua forma mais básica, esse tipo de infraestrutura consiste em processador, memória, I/O e outros componentes separados que, interconectados por uma placa, formam um pool de recursos gerenciados por um software específico para esse fim. Uma das vantagens desse tipo de computação é que pode ser fornecida por um único fornecedor, por um grupo de fornecedores que trabalham em parceria de compatibilidade ou por um integrador.
Fonte: Computer World
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